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  1. [MARÇO/2025] Amêndoas

    10 March 2025
    [MARÇO/2025] Amêndoas
    Amêndoas já está disponível para leitura e empréstimo em português na biblioteca do Centro Cultural Coreano. O empréstimo do livro em coreano estará disponível a partir do dia 5 de abril de 2025. Saiba mais sobre o uso da biblioteca   AUTORA Sohn, Won-pyung TRADUTOR Qio, Yonghui EDITORA Rocco SOBRE O LIVRO Publicado pela primeira vez em 2017, o best-seller Amêndoas vendeu mais de 1 milhão de exemplares na Coreia do Sul desde seu lançamento e agora será relançado no país após um longo período fora de circulação.   Com duas capas novas e impactantes, o livro chega aos leitores adolescentes e adultos com um conto inédito, ampliando ainda mais a imaginação e o prazer da leitura.   Amêndoas conta a história de Yunjae, um garoto com alexitimia, uma condição neurológica que dificulta ou impede a pessoa de expressar e identificar sentimentos. O livro conquistou leitores de todas as idades, de adolescentes a adultos, e fascinou o mercado literário global.   Traduzido para mais de 30 idiomas, Amêndoas se consolidou como um exemplo marcante da literatura coreana, que agora é reconhecida internacionalmente como K-Literature. A obra conquistou o Prêmio Changbi de Ficção para Jovens Adultos e foi selecionada como um dos melhores livros da Amazon em 2020.   (Fonte: Kyobo Bookstore)     [SOBRE A AUTORA] Formada em Ciências Sociais e Filosofia pela Universidade de Sogang e em direção de cinema pela Academia Coreana de Artes Cinematográficas, a autora Sohn Won-pyung escreveu histórias relevantes para o mundo, retratando-as de forma vívida por meio de uma variedade de personagens sensíveis e humanos. Após sua estreia com Amêndoas, Son Won-pyung ganhou o Prêmio de Literatura da Paz Jeju43 com seu segundo romance, A Retaliação dos Trinta*, que narra a história da juventude que ainda não encontrou o seu caminho na sociedade. Mais tarde, com o romance Prism, ela explorou o amor e os relacionamentos de jovens adultos na faixa dos 20 e 30 anos. Com O Impulso, a escritora focou no crescimento de um homem de meia-idade que parece ter perdido tudo. Ela também se destacou na literatura infantojuvenil com a série de livros O Majestoso Rabo da Raposa* (위풍당당 여우꼬리), retratando brilhantemente a psicologia das crianças na transição da infância para a adolescência. As obras de Son Won-pyung são elogiadas pelos leitores por serem tão envolventes quanto um filme, sendo de rápida leitura. Seus livros despertam o prazer de ler e proporcionam uma experiência única ao público. A nova versão de Amêndoas, que surge após seis anos desde a publicação original, trará não apenas um conto inédito, mas também uma abordagem distinta, desafiando os leitores a refletirem sobre novas questões. (*) O título das obras ainda não publicadas no Brasil estão em tradução livre. Fonte: Kyobo Bookstore   [RESENHA DA EDITORA COREANA] Dois grandes temas que definem o ser humano: emoção e amor! A história comovente e única do crescimento de um garoto que não consegue sentir emoções.   Seon Yunjae, um adolescente que sofre de alexitimia, é incapaz de sentir ou expressar suas emoções devido ao tamanho anatomicamente reduzido de suas amígdalas cerebrais (aqui também chamadas de "amêndoas"). Sob o amor e proteção de sua mãe e avó, as figuras mais importantes de sua vida, Yunjae cresce sem grandes dificuldades. No entanto, no seu 16º aniversário, na véspera de Natal, uma tragédia o faz perdê-las.   Agora sozinho, Yunjae é rotulado como "monstro" pelas pessoas ao seu redor. Entretanto, seu destino começa a mudar quando ele conhece outro "monstro", Gon, que teve uma infância marcada por tragédias, cresceu distorcido e amargo, mas possui um coração puro e frágil. Os dois meninos, que se olham sem preconceitos, começam a formar uma amizade única, incompreendida pelas outras pessoas. No entanto, essa amizade também está ligada ao início de uma nova tragédia. Será que os dois serão capazes de dar, algum dia, passos completos em direção ao mundo?   Amêndoas retrata a amizade, o crescimento, o amor e o humanismo de um garoto que não sente emoções, revelando como a ferramenta de comunicação "emoção" pode ser difícil e preciosa ao mesmo tempo. A jornada de Yunjae, que se desenvolve através do amor de sua mãe e avó e se conecta com personagens como o Dr. Shin, Gon e Dora, aquece o coração dos leitores, lembrando-os da importância da empatia e deixando uma impressão duradoura em cada um deles.   A partir do monólogo de Yunjae, que narra a história com um tom desprovido de emoções, o leitor é levado a sentir as inúmeras emoções que Yunjae deveria estar sentindo. No decorrer da narrativa, que mistura o peso e a complexidade dos sentimentos com a dor e o encanto do crescimento, o leitor se vê imerso na história e passa a compreender Yunjae e Gon, que, à primeira vista, parecem apenas dois garotos problemáticos e indesejáveis.     O retorno de um bestseller atemporal de 1 milhão de cópias que conquistou leitores adolescentes, pais e adultos!   Amêndoas foi publicado pela primeira vez em 2017 e conquistou o Prêmio Changbi de Ficção para Jovens Adultos. Embora seja uma obra voltada para jovens adultos, o livro cativou não apenas leitores mais jovens, mas também adultos, professores e pais, tornando-se um título muito popular. Logo após seu lançamento, ele foi selecionado como um livro importante em várias cidades e começou a ganhar reconhecimento. Desde então, Amêndoas se estabeleceu como uma leitura obrigatória para os jovens, sendo aclamado como um livro que pode ser lido de uma só vez até mesmo por leitores que normalmente não se interessam por livros.   Após Amêndoas receber o primeiro lugar no Prêmio Honya Taisho, do Japão, a autora Sohn Won-pyung conquistou novamente o primeiro lugar nesse prêmio em 2022 com A Revanche dos Trinta*. Já em 2023, com sua obra Prism, a autora obteve o segundo lugar no Prêmio de Prêmio Honya Taisho e o Prêmio Kobo, solidificando-se como uma das autoras representativas da Coreia no mercado editorial japonês.   Amêndoas foi traduzido e exportado para mais de 30 países ao redor do mundo, incluindo América do Norte, América Latina, Europa e Oriente Médio, sendo destacado como um dos melhores livros pela Amazon dos EUA. O livro recebeu elogios de diversos meios de comunicação, incluindo o Wall Street Journal.   Em 2022, após cinco anos de seu lançamento, a obra atingiu 1 milhão de cópias vendidas no formato físico na Coreia, tornando-se um best-seller e gerando um novo impulso no mercado editorial, que estava estagnado.   Esse sucesso é uma prova de que os personagens fascinantes, o tema universal das emoções e a escrita simples e cativante da autora tocaram os corações dos leitores internacionais. Em um momento em que a empatia é mais importante do que nunca e a verdadeira comunicação está em falta, Amêndoas é um sopro de ar fresco no coração dos leitores modernos.   Conto Extra: "O Homem na Caixa" Apresentado no final do livro, o conto narra a história de um homem que observa de longe os eventos trágicos que afligem Yunjae no dia de sua perda. O protagonista do conto é um homem que jurou nunca estender a mão a ninguém.   Vendo o irmão, que viveu uma vida infeliz após um ato de bondade, o homem decidiu não ajudar e nem ser ajudado. Entretanto, na véspera de Natal, ele testemunha a tragédia de um garoto, o que começa a transformar sua vida.   Por meio da perspectiva de um novo personagem, este conto reinterpreta os intensos eventos de Amêndoas, oferecendo aos leitores novas reflexões e permitindo que desfrutem da história de uma forma mais multifacetada.   (*) O título das obras ainda não publicadas no Brasil estão em tradução livre. Fonte: Kyobo Bookstore
  2. [FEVEREIRO/2025] A Espera

    13 February 2025
    [FEVEREIRO/2025] A Espera
    A Espera já está disponível para leitura e empréstimo em português na biblioteca do Centro Cultural Coreano. O empréstimo do livro em coreano estará disponível a partir do dia 5 de março de 2025.  Saiba mais sobre o uso da biblioteca   AUTORA Gendry-Kim, Keum Suk TRADUTOR Im, Yun Jung EDITORA Pipoca & Nanquim SOBRE O LIVRO 70 anos de espera   70 anos se passaram desde a Guerra da Coreia.   A geração que vivenciou esse conflito está desaparecendo, enquanto a nova geração já não se lembra mais da guerra. Apesar disso, ainda há pessoas que carregam as profundas cicatrizes da guerra em suas almas.   Durante a fuga dos bombardeios, houve pessoas que perderam o contato com seus filhos pequenos, mães doentes e irmãos queridos. Elas, que não sabiam se seus entes queridos estavam vivos ou mortos, passaram sete longas décadas esperando por um reencontro incerto, vivendo um sofrimento interminável.   Não há razão mais clara para a paz do que o sofrimento delas A Espera é uma história em quadrinhos sobre famílias separadas, escrita por Keum Suk Gendry-Kim, autora de Grama, que foi traduzida para 12 idiomas e recebeu elogios em vários países. A autora dedicou-se por muito tempo à pesquisa, coleta de materiais, escrita e ilustração deste livro a fim de que as novas gerações possam compartilhar as dolorosas memórias dessas famílias antes que seja tarde demais.   (Fonte: Kyobo Bookstore)     [SOBRE A AUTORA] Keum Suk Gendry-Kim é uma autora sul-coreana de histórias em quadrinhos que aborda majoritariamente grandes temas históricos sob o ponto de vista de pessoas que viveram ou vivem à margem desses eventos. Ela roteirizou e ilustrou Grama, que abordou a história das “mulheres de conforto”, Batatas*, sobre a tragédia do Levante de Jeju, ocorrida em 03 de abril de 1948; Árvore Nua*, adaptação da clássica obra literária de Park Wan-suh; Jun, a história real de um músico autista; Alexandra Kim: Filha da Sibéria, um registro sobre a primeira revolucionária bolchevique coreana; e a obra autobiográfica A Canção do Papai*, além de Kokeng*, uma HQ infantil dividida em três volumes. Keum Suk Gendry-Kim também escreveu e desenhou os livros ilustrados Ongnang, a bebê-haenyeo, vai a Dok-do colher algas!*, sobre as mulheres mergulhadoras da Ilha de Jeju, e Um Dia com o Vovô*, que retrata as vítimas coreanas da bomba nuclear. A autora também ilustrou vários livros infantis como Geumsun Kang, Minha Mãe*. Suas obras já foram traduzidas para doze idiomas, incluindo francês, italiano, inglês, japonês e português, com recepções entusiasmadas na Europa, América do Sul, América do Norte e Ásia. Ela também assina uma coluna ilustrada no jornal Hankyoreh (“Diário de Ganghwa de Keum Suk Gendry-Kim”) e no jornal Seoul Shimnum (“Caleidoscópio de Keum Suk Gendry-Kim”). (*) O título das obras ainda não publicadas no Brasil estão em tradução livre. Fonte: Kyobo Bookstore   [RESENHA DA EDITORA COREANA] A história de Gwija contada por Jina A Espera é narrada através da perspectiva de Jina, uma romancista e filha de Gwija, uma idosa de saúde frágil. A história aborda as separações causadas pela Guerra da Coreia e as incontáveis despedidas de famílias que ainda ocorrem em todo o mundo nos dias atuais, com muitas pessoas vivendo longe de seus entes queridos. Jina, que cuidava de sua mãe até pouco tempo, mudou-se para o campo e passou a viver distante dela. O pensamento de que a mãe pode se sentir abandonada a entristece. Ela se sente culpada ao pensar na promesa que sua mãe fez de encontrar seu filho perdido durante a Guerra da Coreia. A vida difícil de Jina a impediu de buscar uma resolução, mas não é totalmente culpa dela, pois são muitos os pedidos de reunião entre famílias separadas e poucas as oportunidades.   A triste vida da minha mãe: a história de Gwija Gwija nasceu como a filha do meio de três irmãos em Sinheung-ri, no município de Gapsan, na província de Hamgyong do Sul. Filha de moleiros, nunca passou fome, mesmo em tempos difíceis. No entanto, por ser mulher, não pôde receber educação formal e teve que se dedicar aos afazeres domésticos. Quando Gwija tinha dezessete anos, soube da notícia de que o exército japonês estava levando as jovens solteiras para os campos de batalha e, apressada, casou-se com um homem desconhecido, mas, depois de se tornarem marido e mulher, eles conseguiram estabelecer uma vida juntos. Nesse meio tempo, o Japão foi derrotado e a Coreia se tornou independente. No entanto, as tropas soviéticas chegaram pelo norte e dominaram o território, enquanto no sul, as forças americanas assumiram o controle e, ao redor do paralelo 38, os conflitos militares eram frequentes. Mesmo em um mundo tão caótico, Gwija deu à luz seu primeiro filho e teve uma vida feliz ao lado do marido. Pouco depois de dar à luz sua segunda filha, ela se preparou para fazer uma visita aos sogros. Foi nesse momento que a Guerra da Coreia eclodiu, e, ao saber disso, Gwija, seu marido, o primeiro filho Sang-il e a segunda filha, Minhye, partiram rapidamente para o sul em busca de refúgio. No meio da interminável fuga, Gwija teve que se separar brevemente do marido e do filho para amamentar a segunda filha e trocar suas fraldas. O filho Sang-il, ansioso, chamou Gwija, pedindo para que ela voltasse. “Mamãe!” “A mamãe volta logo. Fica com o papai.” Essas foram as últimas palavras trocadas entre Gwija e seu filho, Sang-il. No caos da multidão de refugiados, Gwija e sua segunda filha, Minhye, se separaram do marido e do filho mais velho, Sang-il. Setenta anos se passaram desde então. Quando Gwija embarcou no navio Meredith Victory e chegou à Ilha Geoje, sua vida já havia sido marcada por muitas adversidades. Ela sobreviveu lavando roupas para as tropas americanas em uma base militar em Geoje, mas quando os militares partiram e não havia mais trabalho, ela se mudou para Busan em busca de novas oportunidades. Lá, casou-se novamente e teve quatro filhos com o novo marido, sendo Jina a caçula. Apesar de ter seguido em frente, Gwija nunca conseguiu esquecer o rosto de seu filho Sang-il, perdido durante a fuga. Essa lembrança a acompanhou por toda a sua vida e nunca desaparecerá até o fim de sua vida.   O Início da História: a confissão da mãe Há 20 anos, enquanto morava em Paris, Keum Suk Gendry-Kim convidou sua mãe, que vivia sozinha, para passar um tempo com ela na cidade após o falecimento de seu pai. Foi a primeira vez que mãe e filha passaram um mês juntas, aproveitando esse período para se conectarem. Durante esse tempo, a mãe da autora, pela primeira vez, compartilhou com ela histórias de sua família. Ela revelou que, durante a Guerra da Coreia, havia perdido sua irmã enquanto fugia e expressou o desejo de encontrá-la, ao menos para saber se estava viva ou morta. Ao perceber a tristeza de sua mãe, que sempre ficava de fora das listas de reencontros de famílias separadas, a autora decidiu criar um projeto. Ela queria contar a dolorosa história moderna da Coreia através da vida de sua mãe, antes que ela partisse, e escolheu fazê-lo em forma de quadrinhos. A autora, que passou a se interessar pelo drama das famílias separadas, dedicou muito tempo a entrevistar sua mãe, que havia vivido sob o domínio japonês e sobrevivido à Guerra da Coreia, além de buscar materiais sobre o tema. Ela registrou as memórias de sua mãe, que iam desde a infância durante a ocupação japonesa, passando pelos anos em Pyongyang, até as vivências da guerra e a vida após o conflito. Em 2018, durante o 21º encontro de famílias separadas, a autora também entrevistou e registrou os depoimentos da senhora Lee (92) e do senhor Kim (82), que se reuniram com suas famílias da Coreia do Norte na ocasião. Por meio de uma pesquisa detalhada e do estudo de documentos, Keum Suk Gendry-Kim recria, com suas ilustrações minuciosas e poderosas, a vida na Província de Hamgyong na época, o processo de fuga durante a guerra, as rotas e condições da evacuação e a vivência dos refugiados em Geoje e Busan. Fonte: Kyobo Bookstore  
  3. [JANEIRO/2025] Aos Prantos no Mercado
    *O referido livro está disponível para leitura e empréstimo em português e em coreano na biblioteca do Centro Cultural Coreano. (O empréstimo do livro em coreano estará disponível a partir do dia 5 de janeiro)   Saiba mais sobre o uso da biblioteca AUTORA Zauner, Michelle TRADUTOR Ban, Ana EDITORA Fósforo Editora SOBRE O LIVRO "Agora que minha mãe não está mais ao meu lado, eu ainda posso ser coreana?"   A intensa história sobre família, comida, tristeza e amor de uma jovem musicista de rock que conquistou o mundo. O bestseller que cativou os Estados Unidos.   Aos Prantos no Mercado é um ensaio comovente que narra a jornada de crescimento de Michelle Zauner, vocalista da banda indie pop Japanese Breakfast e americana de origem coreana. Imediatamente após o lançamento, o livro se tornou um bestseller nas livrarias dos Estados Unidos, sendo escolhido como o livro do ano em 2021 por importantes meios de comunicação como o New York Times, NPR e Amazon. Além disso, foi selecionado como uma das recomendações de leitura do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.   "Por que minha mãe é assim?"   A filha, que não conseguia compreender sua mãe coreana, tão diferente das mães americanas, se distanciava cada vez mais dela à medida que seguia sua carreira musical. Quando a autora tinha 25 anos, sua mãe foi diagnosticada com câncer e, após lutar contra a doença, faleceu. A perda de sua mãe, que desde a infância a havia conectado à cultura coreana, fez com que a autora sentisse sua identidade coreana se desfazendo. Contudo, em um dia qualquer, ao comprar ingredientes em um mercado coreano e cozinhar, ela reviveu de forma vívida as memórias com sua mãe. Aos Prantos no Mercado é um ensaio sensível e tocante que narra o consolo encontrado nesse processo e a busca pela sua identidade única.   (Fonte : Yes 24)     [SOBRE A AUTORA] Michelle Zauner é a cantora e guitarrista da banda de indie pop Japanese Breakfast, conhecida pelo seu estilo de música shoegaze onírico. Ela estreou em 2016 com o álbum Psychopomp, e em 2017, o segundo álbum da banda, Soft Sounds from Another Planet, foi escolhido como um dos 50 melhores álbuns do ano pela Rolling Stone. Em 2021, o terceiro álbum, Jubilee, foi eleito um dos 50 melhores álbuns do primeiro semestre de 2021 pela Billboard e alcançou as posições mais altas nas principais paradas musicais ao redor do mundo. A banda tem feito uma turnê ativa pela América do Norte, Europa e Ásia. Michelle Zauner foi indicada ao Grammy Awards duas vezes com a banda Japanese Breakfast, e seu livro Aos Prantos no Mercado permaneceu por mais de 29 semanas na lista de bestsellers do The New York Times.   [RESENHA DA EDITORA COREANA] Onde as lágrimas começam a cair ao lembrar da mãe: H Mart Este livro começou como um tocante ensaio. O texto de Michelle Zauner, Aos Prantos no Mercado, que descrevia suas memórias e saudade de sua mãe enquanto fazia compras em um mercado coreano, foi publicado na The New Yorker e imediatamente gerou grande repercussão entre os leitores. O H Mart é uma grande rede de supermercados nos Estados Unidos especializada em ingredientes asiáticos, e o "H" é uma abreviação de Hanareum, que significa "abraço" ou "o suficiente para envolver com os dois braços". Como o nome sugere, o local é um verdadeiro paraíso para quem busca produtos coreanos, com uma grande variedade de alimentos como massa para mandu, algas marinhas, pipoca de arroz, doces tradicionais coreanos, entre outros. Com mais de 70 lojas espalhadas por 14 estados americanos, o H Mart se tornou um verdadeiro "tesouro" para os americanos de origem coreana, oferecendo o sabor de casa e da cultura sul-coreana. No segundo andar do mercado, há uma praça de alimentação com restaurantes que servem pratos típicos como bibimbap, jjajangmyeon, tteokbokki e até comida chinesa no estilo coreano, como tangsuyuk e jjamppong. As pessoas visitam o local e trazem consigo suas próprias memórias e histórias. Após perder sua mãe, Zauner visita o H Mart e, ao ver uma avó com sua neta comendo jjamppong, ela se emociona profundamente. No H Mart, sua mãe está em todos os lugares. As críticas de sua mãe sobre não colocar muito molho de pimenta no bibimbap, a imagem dela brincando com biscoitos doces e a memória das bolinhas de pipoca de arroz que compartilhavam estão vividamente presentes. Ali, no H Mart, Zauner encontra consolo e começa a se curar, redescobrindo os sabores que sua mãe deixou gravados em seu paladar. A maneira de uma mãe, que era uma crítica incansável, de demonstrar seu amor Apesar de serem uma das duplas mais carinhosas, o amor profundo entre mãe e filha às vezes se transformava em um sentimento de ambivalência. Quando imigrou para Eugene, no estado de Oregon, nos Estados Unidos, com sua filha de apenas um ano, a mãe de Michelle se viu longe de qualquer comunidade coreana. Ela criou a filha de forma rígida. Para a jovem Zauner, parecia que as mães americanas davam aos filhos a liberdade de tomar suas próprias decisões e faziam um esforço para preservar sua autoestima, mas sua mãe estava bem distante dessa abordagem. Ela se dedicava, sem hesitar, em transformar a filha na melhor versão de si mesma. A mãe sempre se intrometia em tudo: aparência, maquiagem, roupas e estudos, sem deixar de dar palpite em qualquer situação. Quando a filha se machucava, a mãe ficava furiosa e começava a se preocupar com as cicatrizes. Quando Zauner se punha a chorar, em vez de consolar a filha, a mãe a repreendia, dizendo: "Por que está chorando? Sua mãe não morreu, não foi?". Zauner não conseguia compreender essas palavras duras e impiedosas da mãe. No entanto, a mãe demonstrava seu amor não com palavras, mas com comida. No seu aniversário, a mãe preparava uma sopa de algas e no terraço assava grossas fatias de barriga de porco, fazendo wraps de carne para a filha. Quando Zauner comia com gosto um peixe marinado em molho de soja ou devorava uma lula mergulhada em molho picante, a mãe ficava encantada. “Você é realmente coreana,” dizia ela com admiração. Agora que finalmente começo a entender minha mãe... O destino é difícil de entender. Quando a autora finalmente começou a compreender sua mãe, aos 25 anos, e a perceber o apoio crescente de sua mãe à sua jornada como artista, a notícia devastadora chegou: sua mãe, até então saudável, foi diagnosticada com câncer. Com o coração apertado, a autora, desesperada, começou a registrar todos os medicamentos e alimentos que sua mãe consumia. Ela tentava fazer pratos coreanos para a mãe, que já tinha perdido quase todos os cabelos e emagrecido bastante. Com o desejo de fazer sua mãe feliz enquanto ainda estava viva, a autora decidiu casar-se com o namorado que tanto amava para que sua mãe pudesse ir ao casamento de sua filha. Por um milagre, a mãe conseguiu resistir até o dia do casamento. No entanto, o destino não pôde ser desafiado. O que restou foram as memórias dos pratos que sua mãe preparava. Sem a presença da mãe, Zauner começou a buscar receitas na internet e no YouTube para fazer sozinha pratos como doenjang-jjigae (sopa de pasta de soja), jjatjuk (sopa de arroz com pinhões) e kimchi. Através da comida coreana que a mãe costumava fazer, Zauner encontrou consolo e começou a se curar, relembrando com carinho a mãe que tanto amava. Perda, recuperação e a canção do amor Quando criança, a autora costumava viajar a cada dois anos para a Coreia com sua mãe, como se fosse uma viagem de lua de mel, e foi dessa forma que, de certa maneira, sua mãe lhe apresentou a cultura coreana. Anos depois, Zauner levou seu marido à Coreia e compartilhou com ele as experiências e os ensinamentos que recebeu da mãe. Durante essa viagem, ela comeu a sopa de algas preparada por sua tia no aniversário, e, ao compartilhar com os parentes as memórias inacabadas com sua mãe, Zauner foi capaz de aceitar a tristeza, se recuperar e, aos poucos, firmar sua identidade. Este livro também pode ser lido como uma história de crescimento de uma artista. A tradutora do livro, Jeong Hye-yoon, observa: “Zauner registra vividamente o momento em que se apaixonou pela música, na sua juventude. Ela compartilha de forma honesta as dificuldades enfrentadas por muitos jovens artistas, como a forte oposição dos pais, dificuldades financeiras e a incerteza do futuro. Ela também fala sobre os tipos diferentes de frustração e confusão com os quais teve que lidar sendo uma mulher artista de origem asiática nos Estados Unidos, uma minoria em várias camadas." O trabalho de Zauner com sua banda Japanese Breakfast a levou a ser indicada em 2021 ao Grammy nas categorias "Melhor Artista Revelação" e "Melhor Álbum de Música Alternativa". (Fonte: Kyobo Book Centre)   [UM PEDAÇO DA COREIA NO BRASIL]           Foto: Lya Maeda   O bairro Bom Retiro, em São Paulo, é um local que concentra diversas expressões da cultura coreana no Brasil. Esse vínculo com a cultura coreana pode ser percebido nas muitas lojas e restaurantes presentes em suas ruas, que oferecem aos visitantes uma experiência única da Coreia. Uma das principais atrações do bairro é a Feira do Bom Retiro, que se tornou um local popular para quem deseja conhecer de perto a cultura coreana, seja por meio da gastronomia, moda, beleza ou música. A gastronomia, sem dúvida, é um dos maiores destaques da feira, com mais de dez barracas que oferecem pratos típicos coreanos. Mais informações podem ser encontradas na página oficial da Feira do Bom Retiro no Instagram.
  4. [DEZEMBRO/2024] Grama

    05 December 2024
    [DEZEMBRO/2024] Grama
    "Grama" já está disponível para leitura e empréstimo em português na biblioteca do Centro Cultural Coreano. (O empréstimo do livro em coreano estará disponível a partir do dia 5 de janeiro de 2025)   Saiba mais sobre o uso da biblioteca AUTORA Gendry-Kim, Keum Suk TRADUTOR Woo, Jae Hyung EDITORA Pipoca e Nanquim SOBRE O LIVRO “Mesmo derrubada pelo vento e pisoteada por muitos, a grama sempre se reergue.”   A história das sobreviventes conhecidas como “mulheres de conforto” que lutaram contra a violência e o trauma da guerra.   A história narra a vida de Lee Ok-sun, vítima do sistema de “mulheres de conforto” do exército japonês. A obra conquistou – pela primeira vez nas mãos de um artista coreano – o prêmio Harvey e foi indicada para três categorias no Eisner Awards, ganhando atenção internacional e revelando a verdadeira história das “mulheres de conforto” para o mundo.   Grama representa a condição tradicional e passiva das vítimas e as apresentam como figuras ativas e determinadas que vivem como ativistas pela paz e pelos direitos humanos e se opõe à guerra. A obra de Kim foi reconhecida como uma das melhores Graphic novels pelos principais meios de comunicação global, incluindo The New York Times, The Guardian e The Washington Post.   Além disso, a obra recebeu diversos prêmios, incluindo o Prêmio The Krause Essay, o Prêmio Big Other Book de Melhor Graphic Novel, o Prêmio de Melhor Quadrinho Publicado do Cartoonist Studio, o Prêmio Especial do Júri no Prêmio Humanity Cartoons Awards, o Prêmio Attipas da Espanha de Melhor Quadrinho Internacional e o Prêmio de Melhor Quadrinho Estrangeiro no Festival de Quadrinhos de Treviso na Itália.   A edição revisada e lançada em 2024 inclui uma “Nota da Autora”, diferente da obra lançada e esgotada em 2017.   Após o lançamento de Grama, Keum Suk Gendry-Kim se consolidou como uma artista de quadrinhos de reconhecimento internacional, cativando ainda mais o público com outras histórias que, de forma sensível, abordam a dor e as experiências universais de indivíduos, incluindo as famílias separadas pela Guerra da Coreia e a trajetória de um jovem com Transtorno do Espectro Autista. (Fonte: Kyobo Book Centre)     [SOBRE A AUTORA] Keum Suk Gendry-Kim nasceu em Goheung, na província de Jeolla do Sul, rodeada pela beleza das montanhas e do mar. Através de histórias pessoais, ela cria obras que capturam com sensibilidade temas universais e a dor dos tempos. Entre suas obras mais conhecidas estão A Espera, que aborda as famílias separadas pela Guerra da Coreia; The Naked Tree, uma reinterpretação do romance de Park Wan-suh; Alexandra Kim – Filha da Sibéria, que retrata a vida da primeira mulher bolchevique da Coreia; Cães, uma história sobre o melhor amigo do homem; e Jun, que narra a trajetória de um jovem com deficiência intelectual e sua família. Keum Suk Gendry-Kim também escreveu e ilustrou A Canção do Papai (아버지의 노래), 꼬깽이 e O Estrangeiro (이방인). Sua obra mais recente, Amanhã é Outro Dia, retrata a vida de um casal sem filhos e sua família no contexto atual, além de ter publicado seu primeiro livro de ensaios, Quanto Mais o Tempo Passa, Mais Brilha (시간이 지날수록 빛나는). Ademais, a autora escreveu e ilustrou diversos livros infantis. (Fonte: Kyobo Book Centre)   [RESENHA DA EDITORA COREANA] ●Primeira obra coreana a conquistar o Harvey Award, o "Oscar dos Quadrinhos" ●Publicada em 35 países, sendo uma obra que levou a história das “mulheres de conforto” do exército japonês ao mundo ●Obra representativa de Keum Suk Gendry-Kim, a renomada quadrinista reconhecida pelo The New York Times, The Guardian e The Washington Post   “A guerra transforma os seres humanos em algo inumano” A realidade da história das “mulheres de conforto” que comoveu o mundo   Durante suas pesquisas para escrever Grama, Keum Suk Gendry-Kim visitou a Casa Nanum em Gwangju, província de Gyeonggi, onde vivem as sobreviventes idosas do sistema de “mulheres de conforto” do exército japonês. Após várias visitas, a artista estabeleceu uma conexão com Lee Ok-sun, uma das sobreviventes, e iniciou a entrevista com ela. Contudo, a idosa tinha dificuldades em compartilhar sua história  e repetia constantemente: “O Japão é ruim. Abe (o primeiro-ministro japonês) precisa pedir desculpas”. Depois de muitas conversas repetitivas, Lee Ok-sun finalmente se abriu e revelou os detalhes dolorosos de sua vida. A avó Lee Ok-seon nasceu como a filha mais velha de cinco irmãos na região de Bosudong, em Busan. Com um grande desejo de aprender, Ok-seon, assim como outras crianças, sonhava em frequentar a escola. No entanto, sua família mal conseguia se sustentar e não tinha condições de oferecer estudo para Ok-seon. Para aliviar o fardo da família, ela foi enviada como filha adotiva para outra casa. Farta da falsa promessa da família, ela deixou a nova casa e passou a trabalhar como empregada doméstica, mudando de uma casa para outra. Aos dezesseis anos, enquanto estava cumprindo uma tarefa para seus empregadores, ela foi abordada por estranhos na rua e levada à força. Assim, ela se tornou uma “mulher de conforto”. O testemunho de Ok-seon sobre sua vida como "mulher de conforto" é vívido e brutal. No entanto, as cenas que revelam seu sofrimento não são descritas diretamente, mas sim representadas usando tinta escura com imagens de árvores e vento, sendo utilizada uma técnica de pintura semelhante ao sumi-ê. A autora e artista acredita que reproduzir a violência de forma explícita poderia causar ainda mais danos às vítimas e que isso não conseguiria transmitir de forma eficaz a crueldade ou a desumanidade aos leitores. Uma resenha do The New York Times afirmou: “Cenas que param o coração mais do que qualquer quadrinho”; as ilustrações intensas em Grama transmitem vividamente a brutalidade dessa história sem descrever explicitamente as realidades das “mulheres de conforto”.   Um grito para aqueles que questionam por que o Japão deve pedir desculpas Mesmo que as vítimas partam, a história não desaparecerá   Grama foi exportado para 35 países e levou a verdadeira história das “mulheres de conforto” do exército japonês para o mundo. No Japão, em 2020, através dos esforços de um ativista cívico, a versão em japonês foi publicada com sucesso via crowdfunding, promovendo a solidariedade no nível da sociedade civil e iluminando o futuro das relações Japão-Coreia do Sul. O grande apelo de Grama pode ser atribuído ao fato de que a questão das “mulheres de conforto” não é apenas um problema entre o Japão e a Coreia do Sul, mas uma questão mais ampla de direitos das mulheres e direitos humanos. Na "Nota da Autora" da edição revisada do livro, Keum Suk Gendry-Kim diz: "Nunca imaginei que pessoas com cores de pele diferentes e que falam línguas que eu não entendo, especialmente mulheres jovens, iriam chorar e me agradecer", e acrescenta: "A violência sexual é um ato horrível que deixa feridas profundas nas vítimas, transcendendo tempo, idade, raça e classe social." A cena final de Grama mostra Lee Ok-seon, enfurecida pelo acordo Japão-Coreia do Sul sobre as “mulheres de conforto” de 2015, que excluiu as vítimas, jurando continuar a luta até o fim. Em 2024, ano da publicação da edição revisada, a sobrevivente, aos noventa e sete anos, ainda se mantém firme na defesa da Casa Nanum. Apesar de sua saúde debilitada, incluindo a necessidade de hemodiálise, ela continua a participar ativamente de eventos relacionados e a levantar sua voz, dizendo: "Nós não vamos morrer antes de receber um pedido de desculpas". Como a grama que se levanta novamente depois de ser pisoteada, as vozes das mulheres do Leste Asiático que superaram os horrores dos crimes de guerra e se tornaram testemunhas da história ressoam profundamente nos leitores. (Fonte: Kyobo Book Centre)   [KEUM SUK GENDRY-KIM NO BRASIL] Foto: CCXP/Divulgação A artista sul-coreana Keum Suk Gendry-Kim participará pela primeira vez de todos os dias da Comic Con Experience (CCXP) 2024, que acontecerá de 5 a 8 de dezembro no São Paulo Expo. A CCXP é reconhecida como o maior festival de cultura pop do mundo, reunindo fãs de quadrinhos, filmes, séries, games, entretenimento geek e colecionadores. O evento conta com uma programação repleta de painéis, convidados internacionais, debates, masterclasses, palestras e workshops, além de oferecer produtos exclusivos, áreas temáticas e apresentações de cosplays. A participação de Keum Suk Gendry-Kim na CCXP é fruto de uma parceria entre a organização do evento, a Editora Pipoca & Nanquim e o Centro Cultural Coreano no Brasil. Fonte: CCXP